Tragédia Baiana

Outro dia estava com um colega elogiando a criatividade do povo baiano, dizendo que em tudo temos representantes de peso, incluindo o design... Aí vem essa marca e me mata de vergonha. Um lixo, péssima leitura, quando reduzido deve ficar ilegível, combinação de cores absurda, falta graça, beleza e harmonia. Esse blá-blá-blá técnico não deve interessar muita gente, mas o pior foi descobrir que:
No programa de estréia, Luiz Caldas nos revela a sua casa no quadro Intimidades.
PERAÊ! Programa de estréia e não tinha nenhuma celebridade decente pra apresentar o apê? Tiveram de desenterrar o criador do fricote para mostrar seus suvenirs? Me economize. Este tipo de reportagem só deve ser utilizado em dia de falta de pauta, pra encher lingüiça, compreenderam? Se na estréia a gente tem artista deste naipe, imagine no resto...
Eu nem vou comentar a iluminação horrenda, o chroma-key ridículo, a falta de jeito do apresentador, principalmente na tentativa de parecer ser um programa ao vivo ("Muito obrigado, Sílvia! Agora, a gente vai ver..."). Perdi a paciência no primeiro bloco. Espero de coração que as opções locais se expandam (até porque é mais mercado de trabalho pra gente!) mas nossas produções são primárias, falta ousadia e criatividade nos pensantes locais. Pelo menos nos contratados, porque tem muita gente boa por aí fazendo coisa legal. E eu acredito que uma boa idéia supere o fato de que os recursos ilimitados são concentrados no eixo Rio-Sampa.
Eu ainda tenho esperança que um dia possa assistir Tv aberta local e não lamentar que deixaram de exibir o Video-Show.

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